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Colaboradores do Belverede

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Surrupiadores de obras alheias

Geremias do Couto

Há quem se aproprie do trabalho de terceiros como se fosse seu. São os especialistas em surrupiar obras alheias. Não faz muito tempo vi um pregador de renome publicar aqui mesmo, no Facebook, o esboço ipsis litteris de uma mensagem que outro pregador pregou pela primeira vez há mais de 20 anos! Coincidência?

Sei que o Espírito Santo sopra onde quer e que as ideias são muitas vezes coincidentes. Não se exige propriedade intelectual, se os pensamentos convergem. Ao contrário, isso mostra que eu e você podemos estar certos (ou errados) em nossa linha de raciocínio. Só que há um detalhe: as mesmas ideias são autônomas umas das outras e vêm com a roupagem peculiar aos autores que as desenvolvem.

Embora todos os cristãos creiamos que o Espírito Santo foi quem inspirou a Bíblia, cada livro teve um autor humano e os eruditos em línguas originais conseguem distinguir os diferentes estilos que caracterizam a obra de cada um. Ou seja, o Espírito Santo não os anulou em seus recursos linguísticos. A escrita de Paulo difere da escrita de Pedro, embora possam tratar de temas semelhantes, de ideias convergentes.

Copiar como se fosse seu o que outro já fez é não se dar ao trabalho de trabalhar, pesquisar, garimpar e produzir o próprio trabalho. É agir como o periquito que quer a "fama" do papagaio. É desrespeito para com os próprios colegas. É, por fim, roubo intelectual. Para ilustrar, a Ministra da Educação da Alemanha, Annette Shavan, teve de renunciar ao cargo por ter perdido o título de doutorado sob a acusação de plágio de sua tese.

Até quando vamos aprender a não roubar o trigo alheio?

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